quinta-feira, 20 de abril de 2017
domingo, 2 de abril de 2017
Deixa-me dizer-te...
Deixa-me dizer-te, qualquer coisa de doce ou algo picante.
Deixa-me antes amar-te. Sim, como nunca.
Agradeço-te o acordar. E tu agradeces-me as letras, as claves de sol, as viagens e os sonhos.
Era uma vez um pedaço de mim. Um começo estonteante e umas calças feitas de jornais.
Fui ver a bola, ou não. Mas por ali andei até te ver. Vai daí, fui, de vez, para aí.
Tens um doce no rosto e um salgado escondido onde só eu sei.
E digo-te, sigo-te, grito-te. Sim, amo-te! E que todos e todas me ouçam.
Estou, quero dizer, deixa-me dizer-te, feliz!
Deixa-me antes amar-te. Sim, como nunca.
Agradeço-te o acordar. E tu agradeces-me as letras, as claves de sol, as viagens e os sonhos.
Era uma vez um pedaço de mim. Um começo estonteante e umas calças feitas de jornais.
Fui ver a bola, ou não. Mas por ali andei até te ver. Vai daí, fui, de vez, para aí.
Tens um doce no rosto e um salgado escondido onde só eu sei.
E digo-te, sigo-te, grito-te. Sim, amo-te! E que todos e todas me ouçam.
Estou, quero dizer, deixa-me dizer-te, feliz!
quinta-feira, 16 de março de 2017
Para ti! (para o TEU dia...do TEU amor)
Para ti que me encandeias a noite, que apesar de só, me sinto acompanhado pelo sonho de estar aí.
Para ti que me enganas a saudade, que a destróis com sorrisos de troça.
Para ti que és luz.
Para ti, cativa que me tens cativo.
Para ti que trabalhas sem me querer, que me queres sem trabalhar.
Para ti que és tudo e não és nada.
Para ti que me descreves um futuro, o futuro.
Para ti que tanto amo.
Para ti que és chuva no deserto e sol na tempestade.
Para ti que me dás e me tiras.
Para ti que me foges com o sol.
Para ti que me saúdas sorridente.
És minha, bolas, MINHA! Doida, Linda, Capaz, Mãe, Mulher, Ternura, Presente, Futuro!!
Para ti, meu grande amor, Feliz dia!!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Espero por ti
São 6 da tarde e mais uma hora passou. Estou cansado de teclar e aproveito a pausa do cigarro que me acompanha para esperar mais um pouco.
Cada segundo leva tempo, tanto tempo. É que os dias são semanas e as horas são dias lentos.
Aguardo.
Espero.
E entre cada mensagem sinto a pele suar. Tenho os dedos adormecidos enquanto aquele cigarro que me fez companhia terminou no cinzeiro.
Fazes-me falta, linda. Um aroma de cabelo lavado invade-me a memória. O teu.
Ainda sinto entre os dedos a carícia de te afagar a franja, ou dos momentos em que agarro a tua mão para atravessar.
Esta noite dormi a correr. Sonhei com chegadas e o calor desta terra lavou-me o pijama em lágrimas, da tua falta.
Chegarás.
Preparo o coração para aquele embate estapafúrdio do teu primeiro olhar. Vou esperar.
Não sei como, mas vou.
Então, depois, vou sentir o odor das rosas negras que trazes contigo.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Tu
Possam ser tuas as mãos de um sonhador. E que nelas caibam as que contigo trouxeres.
Lembras-me um desejo intenso e um doce de mel, uma manhã de sol e a brisa fresca da paixão.
Quero perder-me em ti e contigo. Rezar aos impossíveis, fazer amores nos mundos visíveis.
Foste surpresa ao fim da tarde e ternura da alvorada. Quero-te!
As linhas que te descrevem deixam o mundo a teus pés. Linda de chama ardente.
Empresta-me o teu dia.
Dás-me o brilho do sol, oh estrela de uma vida. Tornas-me rei de uma existência.
Contigo sinto que as pedras levitam quando caminho.
Fazes-me acreditar que sonhar é brilhante e que a música ouve-se por nós.
Tocar-te é tremer. Beijar-te é o sustento da alma.
Prefiro-te á própria luz que nos apresentou.
És linda! Oh meu Deus, mas linda...e sabe-lo de sorriso atrevido.
Quer-me assim, princesa das minhas nuvens.
E beija-me com o querer-me que trazes nos olhos.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Se morrer ao teu lado...
Quero!
- mas já o sabes...
Uma lápide em tons de azul
Para que as crianças
que me venham a encontrar,
possam pintar
a seu bel' prazer.
Quero!
Que me recordes belo,
belo e bom.
Bom e lindo
e charmoso.
Quero!
Que queiras bem a todos
mas sempre um pouco menos
um centímetro menos
um fio de erva menos
uma gota de chuva menos
um instante menos
do que me queres a mim.
- baseado em "Se ti muoio addosso" de Guido Catalano
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Folha de Árvore
Olá Mundo, que te parecem as cores?
O dia está fraco, quase velhaco!
Morres poluído ou já morres de amores?
Sinto-te meio perdido, sinto-te as dores,
sinto-te triste, sinto-te opaco!
São estreitas as tuas dúvidas,
lentas as tuas cadências.
Desaires de amor ou parcas dívidas?
Tens as faces tão lívidas!
Talvez perdidas as tuas decências...
Encontra-me a estrada,
um caminho ou mesmo passagem.
Estou na terra do nada,
da existência mal amada,
onde me agarro (só) á tua mensagem.
Sabes, existe uma folha de árvore.
Aquela que me dá de beber,
numa bacia de mármore,
Tão bela esta folha de árvore,
que um dia me quis conhecer.
Muda de rumo ó Mundo deitado,
acaba com os ventos e tremores!
Dá-me o sol dos montes amados
e atira-me de olhos vendados
pr'á terra dos grandes amores.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
G'night
Close your eyes now and have them shut for a while. Dream a dream of solid gold. Make friends with the scent of your pillows and lie (un)awake to the sound of your soul.
Let all the fears come by. Let them surround you deeply and do overcome their sounds. Be your only soldier, the strengths you desire. Get acquainted with who you are.
Put down your acting weapons, those walls of words.
Smell the odour of that courage.
Seek the truth, the mirror, the air that's always been; the taste of your own tongue.
You need nothing else, but the colour of light.
Know yourself and the beauty within.
Let it take you where you need to go.
Sleep well,
and then be reborn.
...to the sound of
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Shhh...
Without requiring anyone's understanding
or even one's consideration,
I eager to show the world
why I shall wait only for her,
whoever she might be,
whenever it might be.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
I am in Love with Julia Holter
My first thought was
there are so many days of rain
(...)
A good reason to go
You know I love to run away from the sun
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Expat
Bye bye you gentle sight,
give them dreams and do not cry.
Miss me, I know you might.
Leave me, you brightest light.
Remember us, you know I'll try.
You're my garden of sorrows,
my nightmares' shore,
my wishful tomorrows.
I'm the one who borrows.
your dying core.
Let me go, you gentle place.
Guard my sweetest memories
and wrap them with your lace.
Remind me of your melodies,
make me forget your amenities
and let me win this race.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Camouflage
I'll take her to the last sun. She'll smile 'till the end of time.
But I'm (also) shy.
I'll be anything she asks, and more.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
How old are dreams?
Surprises...out of time, in the wrong place.
Sad voices. But with a scent, smiling at me?
Reasons why. Reasons for.
I'm sorry, I (still) don't understand, but I'm eager to.
You see, your voice gives birth to phosphenes.
Stars in my eyes.
Copy my tone. Have it with you in cold mornings.
Start to write.
There's this chance.
Take it, just don't use it. Live it.
We could be mephobic, but together fear (that) would pass.
The green sight, oh green light.
Have a go. Be my new tattoo.
The will to write your story, here, there, everywhere.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
My (the) Last (only) Dream
This one goes out to the ones who understand.
The others, well, may the counting of days be blessed by opened windows.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Ouve...
O problema não são as horas que passo a dormir. Também não são os escassos momentos em que estou acordado, esses são água fresca em dias de muito calor; esses são anestesia, um charro bem fumado, um passeio em Nova Iorque. Esses, minutos sumidos de uma concentração que já me é quase desconhecida, esses, são refúgio de uma vida sonhada.
O problema são os sonhos. Nada que necessite de uma prolongada conversa de sofá com um estranho ou uma pesquisa online pelo significado daquela aranha de 9 patas que me perseguia às três da manhã, que hora estúpida. Não, desses não me lembro, durmo num elevado nível de abstracção quase alucinada que termina usualmente em sobressalto ao som do despertador do telemóvel com efeitos ctrl+alt+delete. Falo de sonhos de olhos abertos e mente confusa. Esses!
O problema são esses sonhos.
Sempre pensei que as horas, cada vez mais, trouxessem com elas uma sabedoria quase eremita sobre a minha "humanização". Afinal, os mais velhos, a maioria deles, transmitem uma calma aparente que tudo leva a crer numa aceitação da mediocridade do sonho. E com frases tipo conselho e um sorriso quase trocista, levam-nos a crer que já ali estiveram, já acreditaram, mas não mais. Com isto sempre acreditei que, à semelhança desses mais velhos, iria mais tarde compreender que os sonhos são, apenas, isso mesmo. Acreditei que, como eles, fosse capaz de re-trabalhar o meu acordar.
Acontece que...não.
Quantas mais horas passam daquele domingo chuvoso, quase época natalícia, em que o destino resolveu fazer-me, mais tempo passo desacordado.
Acabei de me levantar da cadeira para acender um cigarro. E digo isto porque necessito...de um cigarro diga-se. É uma arma letal contra a minha impaciência face à espera. Ou face a outra coisa qualquer que me ocupe o tempo entre o agora e o próximo sonho.
Como uma criança "menos" crescida, pareço sofrer de uma irreverência inoportuna. Qual miúdo mal educado que acena aos pais com a cabeça e mente descaradamente às escondidas. Não sou capaz, é-me incompreensivelmente impossível deixar de acreditar...nos sonhos.
A música não me recorda momentos, cria-os. O passado não me trás memórias, inventa-se em períodos alternativos. Os anos não me trazem desapego, parecem galopar em direcção a conquistas ainda mais apegadas.
Quantas vezes olho para cima e num desabafo quase inaudível conto do meu cansaço? Num desafogo inconsciente atiro-me ao chão e peço que me deixem em paz, os sonhos, esses! Mas não. E toda a minha perspicácia é derrotada por uma crença na lógica de um sentimento maior que eu. E acredito, volto a acreditar e a gritar silenciosamente.
Não sou capaz de me render.
Então, amplifico o som que sai dos meus desejos. Quero amar eternamente, perdidamente; Beijar uma só boca até que as estrelas se apaguem; Viajar os 4 cantos e a todos me apegar; Cantar; Chorar; Arrepender-me do destino; Contar que assim sou.
Fui palco de amor perdido e carpa pescada por anzóis envenenados. Fiz do céu a profissão e do mar uma paixão. Lutei, berrei, atormentei. E quero tanto mais (...).
We flow, we descend, we turn... and the eternal dreamer moves among us like light, like evening air. (Conrad Aiken)
segunda-feira, 6 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
Liberdade
Como barulho de fundo permanece uma qualquer música dos Vangelis, de preferência uma que toque bem fundo. Porque sim! Porque posso. Há uma permanente forma de sonhar, entendem? Já não um simples sonho. É que desses há muitos e basta a maravilhosa simplicidade do tempo para atingir, devagar, cada um...todos. É sentir que vale a pena andar sozinho de mãos dadas com seja quem for e deixar que cá dentro se ouçam aqueles risos das crianças.
Vejo nos desabafos dos outros a saudade de não sentir mais saudades, ou outros medos ou outras vontades. Que impuras maldades. Eu desejo sofrer, correr, viver ou até morrer. Carregar o meu corpo inerte até ao cimo de um monte. Sentir que nada controlo, deixar que o tempo me deixe exausto. Porque não? Porque sim!
Quero seguir regras que desconheço e fintar as dos pergaminhos. Roubar tempo aos outros e enchê-los de simples cores. Ou então cavalgar completamente só, de semblante carregado em dias de chuva p'ra que me sigam as dores. É assim que nada domino. Assustar os demais, com encontros banais e deles nunca falar.
Sou um papel amarfanhado deixado num canto de uma mesa, que carrega segredos e mensagens tremidas, com letras pintadas e frases não lidas. Aguardo o vento da esquina, ou um tornado descontrolado que me leve onde quiser. Serei pó de giz pintado num quadro negro, mensagem de branco ali deixada, livre para voar com o simples sopro de quem vier.
(não pretendo dar nova vida a este blog, mas hoje apeteceu-me...é tempo de Páscoa e gosto da palavra milagre)
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
They call me superhero
Everywhere I go I meet new people, with new dreams, new stories, life events and a number of scars, good or bad, which compose each one's essence. No one's better than anybody, I think, they're all just loved and/or hated by someone else. And this is a very personal opinion, if I might add.
I've been writing on this blog for almost 4 years now. I think it all came up the moment I stopped enjoying the shadow of my own purpose, or purposes. Obsviously I didn't realize that, at the time. So, back then and since then, I went on and on about this and that, having me in some sort of a sad pedestal.
Well, those of you who still take time to read it (thanks by the way), might be shocked by such revelation, or not, if you could call it that. But don't, a man needs growing, and it takes time to stand on your feet after a few bad falls.
At the end of the day, what matters is what I've learnt. Saying this, I feel almost obligated to refuse my own advices, thoughts and any other pointless figures of speech spread all round these virtual pages. Still, if any of you wishes to re-read them or use it for some self-introspection, be my guest, they might help you as well as they've helped me.
I've used mainly two languages, not because I should, but because it made sense. Mostly, outer space was written in Portuguese, my birth language and the country where I've lived most of my life. The English part appears for many other reasons: the fact that I, somehow, became an ESL (English as a Second Language) teacher during my professional life; the love I feel for the language itself; the simplicity that offers on so many subjects; the expressions; the fact that along the way my BFF (Best Friend Forever), Ana, enhanced her own preference on reading me in English; among so many other reasons, including music.
Looking back to some of its texts, outer space served its purpose. It showed me that I could ask for help. And yes, I needed help! I recall a comment from an English friend once, who confessed she couldn't actually understand my feelings through some of the writings. She couldn't figure out if I was in love, broken hearted, happy, lost or any other appropriate adjective. Well, Susan, that was actually the point!
Personally, I think only the broken hearted can really write. And I'm not talking about love between two people per se, 'cause you can have a broken heart for many reasons. A sick dog can do that for you; The paper that got lost during a clean up. A broken watch. So many things... You need to be at a state of left overs! I mean, who can write about a clean table? But, describing a dirty kitchen, now hat gives you something to say. Obviously a happy man or woman can do it too, but it kind of misses something. The pain! I believe that an ugly, rotten and used heart is a much better storyteller. But that's just me.
And yes, if you ask if I wrote some barely readable things here? I might...on terrible days when my sadness brought tears to my eyes.
This text is called they call me superhero, I'm sure you've noticed it. Yeah! They do! Not exactly by those words, but it gets there. Who? Everybody.
I'm sort of a likable guy. Despite suffering from a high and tangible envy attack from little people (and by little I don't mean children), most men and women appreciate my company. I laugh easy, tell a few jokes and I'm not that bad in maintaining a conversation. So, I get there.
I also have a few mentionable skills, not to be discussed here, obviously. And these are usually noticed around those BIG FISH friends and family. I love you all by the way!
Yep, they've seen me do things, you know? They know me. And, they call me superhero. They believe in me! More than I did.
I now realise why! I see it! I know why you were not surprised when all these recent past great things came to me. I see it and I'm so sorry for doubting you, for doubting Me actually. It took time, writing, crying, singing and all that jazz.
Some, others, might call me petulant, selfish or over self esteemed. But honestly? See if I care. I don't give a rat's ass (pardon my french).
Oh, I'm not that special, not more than the average guy. I'm just me!
And so, outer space lost its purpose, finally. And I could go on and on about why or why not. It doesn't really matter.
I'm killing a blog, for the second time in my life. Though the first one was at birth (Angola, de malas e bagagens), this one reached a reckless maturity. And so it's time.
Don't worry, I'll keep you posted, somewhere and somehow.
It's just that, I'm OK now.
"You have to look deep into a man to know the nature of his heart"
The end...
terça-feira, 4 de novembro de 2014
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