quarta-feira, 11 de junho de 2014

Maybe lost, maybe not.


Slowly fading after days of no rest. What else could it be? The age of a long-time walker? No! That'd make you an old man. Counting all the secrets and having them burned, oh what piles of books awaiting its turn. Nothing is as it was, or used to be, or how even you'd see it. Maybe you're the one who grew...never thought.
I see you lonely, every night, every day. And recovering from a night of pleasure has lost its spark. You shine differently, you see? But yet your eyes look away. You avoid the confrontation of the who you came to be...you, all over again. Look at what you've done, where you've been, how you've loved. Power over your own existence. 
You ain't lost...not yet. But those little affairs get you tired. Maybe more tired than before, and you're scared. Scared of walls, of the future, of the present and dogs and wales. You lost that freedom, I see it now. Stuck in a moment. Afraid to lose it all, again and again.
Time to face north, to engage on all that's left. Time to feel that feeling. You can still come back.


domingo, 1 de junho de 2014

Delírios, clarividências e venenos aerotransportados


Desculpa, mas estava na hora de mexer nas raízes. Havia um tsunami escondido por detrás de um vulcão esbaforido. E dores internas que lutavam contra um presente sem forma. Isso! Apesar de tudo, tinha de me perder. Lancei-te um último olhar transparente, meio de lado porque queria ser forte, que não me castigavas. Que erros inocentes de um sonhador sem testo. Então perdi-me, talvez...de vez.
Logo dei conta do desespero antipático de um beijo que aí ficou. E que mais responder senão correr em direcções opostas, por um deserto de gente igual? É que todos nós, aqui, fugimos de momentos antigos! Aqui, muda-se a página, nada é porque sim. Difíceis abraços a cactos depenados. Invejas gloriosas que já não o são. E segredos amarfanhados nos bolsos de ganga. É tudo tão falso, mas tão verdadeiro. Qual dualidade de quem vive aqui e aí. Tão sós.
Fazemos tudo por tudo para vos transmitir alegria. Afinal, sem ela não vivemos! E procura-mo-la incessantemente por detrás do Gim especial, de uma dança que nem importa ou de um qualquer encontro fortuito de olhares estranhos. Gritamos bem alto os sons que ouvimos, como anestesia cerebral às saudades que teimamos arrumar.
Aqui estruturam-se os minutos, sabes? E a cada um pertence cada coisa! Defendes-te como podes...porque aprendes que sobreviver ganha sabor a manga. Cada dia é um dia, mais um, aqui. Sabes que pode ser hoje, ou amanhã, o princípio do teu fim, ou o fim do teu princípio. É real! Mas até isso aprendemos a cobrir com histórias nocturnas e fotos de um paraíso azul.

Então perdi-me! Tenho paredes à minha volta e caixas de nomes estranhos que abro a horas certas. Resguardo-me num sofá outrora meu e procuro uma paz podre por entre minutos de delírio. Isto mata, sabes? E dói! Nunca pensei...ou por outra, sempre ignorei. Agora sei, agora...tarde demais. Foi como perder-te. Olhei-te de lado e quis contemplar um deserto sem o teu aroma. Foi aí que me perdi. E perdido luto contra o veneno aerotransportado que a minha história não quis deixar de (também) escrever. É tão difícil! É de uma merda impossível que destruiu a minha relação com o móvel onde me deito todas as noites. Oh cama, outrora namorada de momentos a dois, viraste palco de delírios, bar de noites embriagadas, refúgio de gemidos atordoados. Agora nem de ti me aproximo.

Faço, então, por contemplar um futuro tipo cena de um romance qualquer. Há-de acabar bem! Afinal, a Esperança é a última a morrer e, nesse caso, hei-de ir eu primeiro...mas peço-lhe boleia. Ou trago-lhe o gato, após um pequeno-almoço na joelharia da esquina..pode ser que me beije, então.








segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cinzas de um desejo



De mão levantada, à frente do rosto, reclamo por uma (in)dependência perdida. Os sociais planos de gente atraente designam quais os caminhos a tomar. E porque não? Fugir aos sons da telefonia, ou recusar chamadas do além resulta apenas em solidão. Por isso mais vale enfrentar o frete, qual nenúfar banida de um lago de rãs. Então abano a face de um norte para um sul ventoso. Digo sim, que sim, que voarei com os restantes por nuvens nunca tão apreciadas. Digo que não quero estagnar, que vou viver com eternos "desalentos", com asas queimadas pela (tua) linha de fogo. Ardes-me em desejos.
Apesar de ainda não ter ganho a liberdade de um tordo, recapitulo toda a minha existência como um livro de páginas infinitas, onde caio eternamente. E continuo a cair, enquanto voo em redor de uma cama de rede calcada de mosquitos. 
Fazem-me rei de um castelo de areia e convidam-se a entrar. O mar aqui é quente e o sol atinge-nos com fogo. Travam-se batalhas diárias de uma irreverência incandescente. É preciso coragem para saltar, sabes? Aqui! Coragem escondida tantas vezes em sorrisos forçados.
Então aqui estou. Num tempo parado pela distancia. Não consigo sentir esse teu tempo passar. Por isso desejo que não sigas em frente...porque me sinto ainda aí, não agora, mas então. É que tudo o que aqui faço é em pausa, qual standby de um aparelho qualquer. 
Faltas-me nesta caderneta e dizem-te edição limitada, que nem a sorte dos trevos preencherá o (teu) espaço. Por isso resisto, não tenho o que mais fazer...não consigo ficar para trás. Mas queria tanto que me visses agora, estampado num quadro qualquer, numa parede das tuas. Num tempo parado, numa pausa desmedida, que esperasse por mim.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ruínas

De mãos meias tortas e semblante carregado, aquele vento transparece memórias transmitidas. Sei lá! Não sei...mas 'tá bem! Que queres que te diga? É de uma estonteante leveza, ou vazio. Querer saber mas sem intuitos furtivos de aprendizagem. Não se afiguram soluções ou sentimentos simpáticos. Ou aquele ombro trabalhado que serve de colo. Não passa de um filme actuado e respirado pela condição de ser humano.
Sem explicações!
Um olhar ao passado! Mas...sem explicações!
Construções de ruínas! Lá está...haverá prédios eternos? E as guerras? E a evolução cívica dos inventores? Terremotos, tsunamis, corações fatiados...criam ruínas, é mesmo isso! Construímos ruínas!
Então...retirei-me a arte de construir. Sou um ocupa. Prefiro assim, ocupar construções já pensadas, ainda de pé. Limpo-as, pulo-as, percepciono-as e "brilho-as"...e depois levam-me às outras. Nem para lá olho, mas chego-lhes. Qual limpa-chaminés perfeito e que canta pelo caminho.
Melhor assim!


Vacant in a photograph waiting
This isn't just a hurricane
When you know what's coming,
It's a soul transmission

As we walk through history together
Do you think we still come
from this world we live on?
It's a sole condition

How does it feel
What do you want me to say?
Cos I said it feels like being
Alone on Christmas day

Pretty soon the world will start shaking
Living in a tremolo
And I don't get injured.....!!
In my soul transmission

Sights and sounds
At the end of the day
Make me feel like being
Alone on Christmas day



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Falam-me de ti


Tenho saudades tuas! Porra! E apertam-se-me as pálpebras num abanar da cabeça em tons de um não forçado. Saudades de sentir-me teu. De sentir que pertenço a uma terra, a um espaço ou àquelas tuas ruas de paralelos húmidos que brilham em noites de S. João. Saudades do teu casario, enquanto te mandas rio abaixo até ao Atlântico. Da tua chuva e nevoeiro. Do teu cinzento frio. Saudades de vestir um casaco quente, só para te enfrentar.

Eras o palco de tudo! ...foste, o palco de tudo. De Verões escaldantes e belas companhias.
De amizades eternas e outras correrias. Concertos de ares livres e cervejas pelos cantos. Vaidades às cores e invejas assassinas. Entre as tuas paredes chorei e dei gargalhadas sentidas, enquanto me tornava homem do mundo. Fizeste-me sentir fraco, velhaco...e também objecto de tantas cativas que me tinham cativo.
Amei-te, amei-as sem fim porque como tu, viram-se livres de mim. Mas entre os teus cantos cantei vitórias, saltei fogueiras e beijei princesas...do mais belo que há. Ensinaste-me os cheiros de cabelos lavados e de doces lábios...dos corpos de mel.
Conquistaste-me em pequeno. Gaiato da cidade alta, junto ao estádio azul, nasci no teu berço no topo da Camões. Era um domingo chuvoso, contam-me. Então aí fiquei.

Agrada-me saber que te pertenço, ainda que agora te fuja. Estás cada vez mais altivo. Escrevem-te em revistas e dão-te medalhas pelo que sempre foste...não é de agora. E ouço dizer que estás na moda! Fazem-me rir. Não te conhecem, porque sempre foste assim! Mas pensam-te diferente, mais arrojado...a moda é deles...(só) agora sabem o que é bom.

Não gosto de te recordar, porque me dá náuseas abruptas de uma ressaca mal curada. Tudo parece fusco, embriagado, ciumento.
Fizeste tudo para me perder...qual pai violento tipo Boy named Sue do Johnny Cash. Apresentaste-me o mundo e viraste-me as costas. ...e eu fui!




Agora bastam-me as estrelas, já não me contento com as pontes. Habituei-me a zarpar deste Porto da vida. Drogam-me as cidades novas, terras longínquas que me estendem sabores. Lugares infinitos e gentes estranhas que não me sabem falar. Estou agarrado a esta heroína que leva e faz voar. De ti fugi e fugirei, até que me desculpes a ingratidão...mas tenho o mundo nas mãos.



terça-feira, 8 de abril de 2014

Arriscar cada sonho!

 

 
Quem me conhece, quem partilha comigo minutos, horas, dias, sabe que adoro viajar. Sabe que sou produto das minhas experiências e delas falo com emoção. Sabe que procuro, acima de tudo, realizar sonhos! Construo-os, novos e velhos, à medida que passo por cada um e não paro até os atingir.
Já bati no fundo...mais que uma vez...mas, como tantos outros, levanto-me a cada impasse.
 
Perguntam-me porque faço férias sozinho, como consigo, se não me sinto perdido. Respondo que é nesses momentos que passo a conhecer-me como ninguém. E assim passo tempo comigo, sozinho, enquanto vivo experiências e momentos inesquecíveis! E ainda que calado, perdido num país onde ninguém me entende, consigo sentir toda a energia de cada lugar.
 
Tal como tantos outros, estou cá para ser feliz, para atingir cada sonho a que me proponho! Invisto em mim! Porque só assim serei bom, verdadeiro, essencial para os outros!
 
Sem medo! ...so assim cheguei onde já cheguei, fiz o que já fiz.
 
E para mim, o maior dos investimentos é o Amor! Esse não depende só de mim...Por isso não o uso levemente!
O segundo é Trabalhar! Por isso não tenho horários, nem exigências, nem fraquezas, entrego-me por completo!
O terceiro é Viajar! Por isso não perco oportunidades!
 
Isto sou eu! E tu, sabes quem és?
 
Dedico este vídeo a quem quer saber!




quarta-feira, 2 de abril de 2014

The Tree

 
 
There's a tree somewhere. A tree of excitements, of calm thoughts, a tree of parallel universes. A tree somewhere...where we can be quiet and explosive. A tree.
I remember sitting under it at some point. Remember lying on the grass. There were sounds and sents, colors and flames. The sun glazed upon me through its arms. I felt safe.
There's that tree somewhere. Where all shadows remain quiet and dance across my human self.
It grew where all dreams where made. It rose towards the horizon as a picture on my walls. I remember it.
I remember it being so tall, as I grew up, older.
I still remember its smell, of green, of greatness.
There's a tree somewhere...and I'll see it again. I'll sleep upon its shadows, once more.
I just 'got to remember it. I just 'got to find it again.