segunda-feira, 27 de outubro de 2014

I wish I hadn't met you, but I'm glad I did.



Over clouds of cotton candy, sparkling lights and dancing stars. 
Talking gods on flying shadows. 
Creepy fears.
Wet goodbyes and crying cheers. 
Truthfull dreams on other men's nights.
Who could tell it? 
A universe closer to the darkness of the infinite. 
Who would say?
Story tellers die that way, knowing nothing but pure feelings.

Going where I go.
Breakfast waitings and shy smiles.
Funny jogging in the morning.
Buses, taxis and other conversations.
I haven't slept.
I wonder why.

Loosing sights and empty hours.
Oceans, roads and shopping centres.
...and the sunset,
painted in small boxes of memory.

Choices.

Cigarette lights, hotel rooms.
Cities and blinding nights.
Mountains, scarfs and other cosy touches.
Souvenirs, drivers and other people's laughs.

Tickets and mixed-up names.
I'm now someone else.

Sharing dinners after midnight.
Crowded moments.
Empty voices.
Friendly chats.
Little times,
 and scents of you.

Beautiful houses.
Diplomacy.
The picture never taken.
Calling me sweet.
Calling you at work.

Funny costumes.
Three world buildings.
Filled up pots that let us free.
Wish I could sing it right there.
Sing for you.

Fast sleeps and happy morning calls.
Sleepy juices.
Combined escapes.
Forced emeralds and Christmas families.

Hard climbs and shared prays.
Never ending views.
Pianos and fireplaces.
Day dreaming of that perfect day.

Corridors, schedules and conveyors.
Flying hours.
Waiting hours.
Lives unveiled.
Lost luggages in competition.
Fast goodbyes, skin to skin.

Watching you go.






quinta-feira, 16 de outubro de 2014

1, 2, 3...vou contar outra vez! (de um outro texto meu)












UM espaço vazio...é aí que estás,
com tanta gente por perto mas sem nexo,
um tempo perplexo à volta de um ser!
Aí estás tu e aí ficarás..até quando?
Sem veres que nas mãos te caem gotas incompletas de chuvas presentes, já é Abril.
Que pena chorar sem te ver partir
oh vento que voa na noite mártir.

DOIS momentos nos separam, o teu e o meu.
Fossem medos antigos ou frases perfeitas,
os nossos abrigos de portas mal feitas,
aqui estão!
Teimosias acanhadas por vozes sábias que me querem amar,
traçam caminhos outrora perdidos no meio do mar!

TRÊS ventos te perseguem, quais lobos "uivantes" no seio do quê?
Olham-te de lado mas nada te fazem com medo de amar.
Que vida perfeita a de um vendaval
que com força te deita no meu imortal.
Partículas de tempos me enchem agora de tempo que é teu.
Não vou nem olhar para esse colar,
que envolve o que me vais dar..

QUATRO alvéolas de sangue permanecem guardadas debaixo da pele.
Foram palmadas bem dadas
por chuvas passadas
sem nada deixarem.
Que caminhos imperfeitos as minhas loucuras que me fazem rir.
Oh gente malvada, que a chuva molhada vos faça partir!

CINCO histórias foram contadas
e aí relembradas
à volta de um ser...
que cenário montado
por nós torturado
só para te ter.
Assim vais...sem futuro ou verdade
que te embrulhe na face
de quem te quer ver.

SEIS cores circundam as vidas que sonham até perecer,
no vale deserto
de um mundo tão certo
do que se fazer.
Não vou conhecer as luzes do centro que me faz olhar,
mas sei as certezas
que sinto nas mesas
do nosso manjar.

SETE fortunas são as que me entendem ao cair do pano...
são calmas sensatas
providas de almas
daquele meu ano.
Foi aí que entendi que por mais que deseje,
por mais que lampeje,
tanto vem do profano.
Oh portas abertas convidem-me a entrar!

OITO encontros, pr'a sentir a pena de te conhecer..
sim, saber que existes
mas que me resistes
com todo o teu ser.
Vai cobrir com sonhos
os antros medonhos
que te querem comer!
E então verás, onde estou e com quem, para sempre sorrir.

NOVE horas à porta da casa que te vê chegar,
onde tudo acontece
mas tudo enfraquece
o meu desfrutar.
Sou homem e espero
saber o que quero
no teu divagar.
Mas lutas perplexas encontram os muros do teu mergulhar..morrerás?

DEZ partes de mim, são como um puzzle sem solução.
Mas rio sem controlo
porque a vida é um bolo
que corto com a mão!
Satisfaz-me saber
que mesmo a perder,
estou no teu coração!


domingo, 12 de outubro de 2014

Hora


Entre tons, sons, vagas de mares às cores. Entre histórias perdidas e outos sabores. Doem-me as gentes que amei.
Cumprimentam-se estranhas, abutres de vidas simples. Comem-me a carne já esbatida de esperanças, esperança maldita. Cortam-me os sonhos, aqueles sentidos que teimam servir-me sobras de mel. E lágrimas, infinitas, de um parco horror que visita estrelas sem brilho. Oh, azul de um céu fugido, dá-me espaço para sorrir.
E em cada gota que brota destas pálpebras, quais alpendres em dias de tempestade, retoca-me a alma que ontem fundiu. Fundiu.
A crença seguiu por entre a multidão. Uma unicidade cruel, a minha, tão repleta de faíscas. Já não há som que lhe valha, a este pedaço de gente vivida. Foi-se de vez, apesar da teimosia de um sonhador. Foi-se de vez. Sentimentos perdidos e achados que violentam memórias de quem me ensinou.
Então ontem vi-te e a ti também, de caras lavadas, entrelaçadas nos momentos de alguém, alguns. Pudessem eles sentir... Mas esta vida, carregada de poesia, premia os valentes cubos de gelo.

Eu Vi coisas. Terras tão distantes, de encantos semblantes. Vivi debaixo de chuvas celestes e enchi olhares de esperança. Florestas em fogo, estrelas cadentes. Eu Vi coisas.
Compreendi, mais tarde, que a inocência de um olhar inexperiente vale mais que o brilho de quem no céu tocou. O viajado assusta, o triste não. Porque tristes todos somos e outros tantos procuramos. Qual equilíbrio mal criado. Já não o reconheço.

Agora sim, percebo...porque me escondem as sombras, porque preferem dormir. De mãos dadas num parco qualquer.

Desculpem-me os de essências provadas...

Tempo de apagar, hora de fundir.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mordidelas a oriente (porque me apetece)


(inconsequentes palavras mal-dispostas, mal-compostas, literalmente)

Lembro-me de pedir-te junto à ponte.
Eras uma memória futurista sem idade.
Rasgavas sentidos a monte,
farias de mim humildade!
Pedi-te a quem me houve em verdade.

Naquela cidade a oriente, imaginei-te.
Fiz figas de puto sozinho.
E com ramelas de sono, sonhei-te.
Corri sobre barcos em rios de leite.
a sul de um errante caminho.

E perco-te só porque sim!
Porque em chamas todos me vêm,
sobre mim histórias se crêem.
veneram-me em lençóis de cetim.
Quais mentiras de tão pouco de mim.

Foda-se, afinal sou assim tão direito?
Porque me dizem ser rei,
que tudo o que faço é perfeito?
Que nada de errado farei?
Perfeito só num sentido, é que em verdade amarei!




Yelling done!







domingo, 7 de setembro de 2014

This I promisse you

Take time to realize how hard it is to find,
two wondering stars meeting randomly in the universe.
Regardless of their features, they connect.
Regardless of their fears, they explode.
That's how miracles happen,
That's how dreams are dreamt.




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Estrelas, anjos e outras pinturas.



Hoje escrevo, não para pairar sobre coisas e outras cenas não ditas...ou ditas de formas menos claras e pintadas com pós de imaginação. Costumo usar um pincel tipo arco-iris (yes, I fucking love it) para descarregar fúrias e felicidades neste espaço. Mas hoje não. Hoje, digo-o de forma crua e descolorida. Nada a temer, porque acredito quase sempre no que aqui respiro...ou expiro, tanto faz.
Quando olho para cima, à noite e fora de casa, esqueço-me de contar as estrelas. É facto que aqui, na cidade, tal memória é apagada pela luz. Mas a verdade é que me esqueço que ali estão, tipo anjos que gozam com a nossa existência. No bom sentido, quero eu dizer...afinal, eles sabem mais um bocadinho, de tudo.
Ontem um amigo pintou de negro o seu perfil. Odeio quando o fazem... Não gosto de más notícias! Aquela cor amedronta-me o curto prazo, quando declarada assim, tão cruamente. Odeio preocupações mas preocupo-me. É um Amigo (como hábito, dizemos sempre que são poucos...os Amigos) que publicamente declara um luto, seja pelo que for.
Odeio curiosidades mórbidas e por isso tento estender a mão...não pela razão, mas pela tristeza...a do meu Amigo. E agrada-me saber que ele o sabe.
Há mais uma estrela no céu...pintada de fresco, ouvi dizer. Porque continuo na cidade e aqui a fé nas estrelas é dado adquirido, elas estão por lá.
Triste notícia a que pintou de negro o perfil do meu Amigo. Era seu Amigo e deixa família, pequena e grande. Sensações de impotência, incompreensão, majestosos ódios e palavrões, vale tudo. Nova injustiça para quem trabalha fora de casa, numa qualquer distância, por aí...aqui. Então olho para cima, já sem perguntas porque deixei de as fazer, literalmente.
Pinto apenas mais uma estrela...desta feita com asas. E acredito que ali fica.

...ao Amigo António.