quinta-feira, 2 de julho de 2015

Expat

Bye bye you gentle sight,
give them dreams and do not cry.
Miss me, I know you might.
Leave me, you brightest light.
Remember us, you know I'll try.

You're my garden of sorrows,
my nightmares' shore,
my wishful tomorrows.
I'm the one who borrows.
your dying core.

Let me go, you gentle place.
Guard my sweetest memories
and wrap them with your lace.
Remind me of your melodies,
make me forget your amenities
and let me win this race.






quinta-feira, 11 de junho de 2015

Camouflage

I'll take her to the last sun. She'll smile 'till the end of time.
But I'm (also) shy.
I'll be anything she asks, and more.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

How old are dreams?

Surprises...out of time, in the wrong place.
Sad voices. But with a scent, smiling at me?
Reasons why. Reasons for.
I'm sorry, I (still) don't understand, but I'm eager to.
You see, your voice gives birth to phosphenes.
Stars in my eyes.
Copy my tone. Have it with you in cold mornings.
Start to write.
There's this chance.
Take it, just don't use it. Live it.
We could be mephobic, but together fear (that) would pass.
The green sight, oh green light.
Have a go. Be my new tattoo.
The will to write your story, here, there, everywhere.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

My (the) Last (only) Dream


This one goes out to the ones who understand. 

The others, well, may the counting of days be blessed by opened windows.




quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ouve...

O problema não são as horas que passo a dormir. Também não são os escassos momentos em que estou acordado, esses são água fresca em dias de muito calor; esses são anestesia, um charro bem fumado, um passeio em Nova Iorque. Esses, minutos sumidos de uma concentração que já me é quase desconhecida, esses, são refúgio de uma vida sonhada.
O problema são os sonhos. Nada que necessite de uma prolongada conversa de sofá com um estranho ou uma pesquisa online pelo significado daquela aranha de 9 patas que me perseguia às três da manhã, que hora estúpida. Não, desses não me lembro, durmo num elevado nível de abstracção quase alucinada que termina usualmente em sobressalto ao som do despertador do telemóvel com efeitos ctrl+alt+delete. Falo de sonhos de olhos abertos e mente confusa. Esses!
O problema são esses sonhos.
Sempre pensei que as horas, cada vez mais, trouxessem com elas uma sabedoria quase eremita sobre a minha "humanização". Afinal, os mais velhos, a maioria deles, transmitem uma calma aparente que tudo leva a crer numa aceitação da mediocridade do sonho. E com frases tipo conselho e um sorriso quase trocista, levam-nos a crer que já ali estiveram, já acreditaram, mas não mais. Com isto sempre acreditei que, à semelhança desses mais velhos, iria mais tarde compreender que os sonhos são, apenas, isso mesmo. Acreditei que, como eles, fosse capaz de re-trabalhar o meu acordar.
Acontece que...não.
Quantas mais horas passam daquele domingo chuvoso, quase época natalícia, em que o destino resolveu fazer-me, mais tempo passo desacordado.
Acabei de me levantar da cadeira para acender um cigarro. E digo isto porque necessito...de um cigarro diga-se. É uma arma letal contra a minha impaciência face à espera. Ou face a outra coisa qualquer que me ocupe o tempo entre o agora e o próximo sonho.
Como uma criança "menos" crescida, pareço sofrer de uma irreverência inoportuna. Qual miúdo mal educado que acena aos pais com a cabeça e mente descaradamente às escondidas. Não sou capaz, é-me incompreensivelmente impossível deixar de acreditar...nos sonhos.
A música não me recorda momentos, cria-os. O passado não me trás memórias, inventa-se em períodos alternativos. Os anos não me trazem desapego, parecem galopar em direcção a conquistas ainda mais apegadas.
Quantas vezes olho para cima e num desabafo quase inaudível conto do meu cansaço? Num desafogo inconsciente atiro-me ao chão e peço que me deixem em paz, os sonhos, esses! Mas não. E toda a minha perspicácia é derrotada por uma crença na lógica de um sentimento maior que eu. E acredito, volto a acreditar e a gritar silenciosamente.
Não sou capaz de me render.
Então, amplifico o som que sai dos meus desejos. Quero amar eternamente, perdidamente; Beijar uma só boca até que as estrelas se apaguem; Viajar os 4 cantos e a todos me apegar; Cantar; Chorar; Arrepender-me do destino; Contar que assim sou.
Fui palco de amor perdido e carpa pescada por anzóis envenenados. Fiz do céu a profissão e do mar uma paixão. Lutei, berrei, atormentei. E quero tanto mais (...).

We flow, we descend, we turn... and the eternal dreamer moves among us like light, like evening air. (Conrad Aiken)