Um momento por favor, digo eu a mim próprio. Os movimentos, as sensações, os olhares...são absorvidos intensamente e tudo isto me cansa. Faz uma pausa! Vê-te no teu tu e deixa-te levar pelo tempo que pára, digo-me quando estou no limite. Canso-me de mim e do que à minha volta não pára de acontecer...estou vivo! Mas preciso de mim e não me tenho porque não estou aí. Já estive...ainda agora, mas o centro da minha existência faz-me vibrar, sonhar, aprender e então esqueço-me de parar. Preciso de uma pausa...pausas.
Ontem tive medo...de ser feliz! Porque a felicidade carrega-me de intensas sensações que não quero perder. E se as tenho...posso perdê-las, esquecê-las... Então o tempo passa e recordo o medo, não o sorriso. Para quê? Por isso paro!
Na pausa...nas pausas consigo ouvir-me, qual frequência de rádio pirata, ouço-me abrandar. E aí perco o medo, porque aceito a perda...mesmo que apenas ganhe. Vejo o lado de lá da alta montanha. A acalmia depois da tempestade. O sol acima das nuvens. Deixo de sentir a fuga e aceito ser feliz.
Olho da minha janela uma cidade adormecida, então fecho os olhos e deixo o meu espírito avançar. Como se de um nada eu me tratasse. Deixo de sentir, de pensar, de observar...e descanso. Que felicidade o saber ser feliz...o perder o medo de perder. Aceitar que a chuva também é vida e que as lágrimas são livros brancos, por escrever. Estou em pausa...as minhas pausas.
Quão maravilhoso é o silêncio, enquanto levito sobre mim próprio. Sou um tolo que de mãos abertas convida as mais ténues brisas a arrepiar os poros de um corpo adormecido. Um coração que bate lentamente...para consertar feridas antigas, quais pavimentos quebrados por neves eternas. O sol que aquece a minha pausa, seca lagos de sal cujas fontes foram olhos encharcados. E então estou em pausa...
domingo, 4 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu (vi)vi...
Quero contar o que vejo mas as palavras escapam como gotas na chuva. Vi uma gaivota desaparecer no pôr-do-sol, uma aldeia sucumbir às chamas enquanto corria. Vi alegria nos tristes e desespero nos felizes. Aceito perder para ver viver...
Queria falar dos sentimentos que conheci e os quais senti no momento, mas fico sem voz ao recordar. Por isso olho para as memórias com carinho e a elas dou mimo numa solidão envolvente que me pertence, só a mim. Fui eu...
Conto a quem me quer ouvir, que sou feliz. Tenho comigo a felicidade de saber quem sou, onde estive e como pensei, evoluí. Adormecem-me os dedos quando com esforço recordo o que vi...tanto. Dei saltos sobre lagos à chuva e sentindo-a, ri alto. Acordei numa praia deserta com gotas de suor no pescoço e um vulto a meu lado. Olhei para o céu estrelado no meio do oceano e contei estrelas cadentes. Oh como seria feliz se desenhasse as caras que me rodeiam.
Grito ao som do silêncio que estou pronto...mas ele não responde. Talvez porque me quer lembrar que as memórias não têm som, qual cinema de Charlie Chaplin. E ao silêncio aceno com carinho porque, quem sabe, ele compreende-me.
Vi amores verdadeiros e com eles sonhei. Vi sofrimentos de quem apenas respira, de quem não merece e de quem atirou a primeira pedra. Vi felicidades estampadas em peles morenas, quais tatuagens sem sentido. Vi olhares de orgulho ferido e outros que amavam só porque sim. Vi-te ver-me e eu a ti...
Vi estradas sem fim, as quais conduzi sem parar. Vi destinos chegarem perto e neles toquei. Viajei por tempos que pareciam eternizar os segundos em que nada procuro, apenas por ali passar. Oh certezas incertas, que bom viver-vos porque me sinto acordar.
(...) ...queria dizer mais, muito mais....mas quando as palavras faltam, o silêncio da voz criou sons perfeitos que me adormecem os dedos, me fecham os olhos e me fazem sonhar...
http://www.youtube.com/watch?v=xi_0wdXg4YE&feature=related
Queria falar dos sentimentos que conheci e os quais senti no momento, mas fico sem voz ao recordar. Por isso olho para as memórias com carinho e a elas dou mimo numa solidão envolvente que me pertence, só a mim. Fui eu...
Conto a quem me quer ouvir, que sou feliz. Tenho comigo a felicidade de saber quem sou, onde estive e como pensei, evoluí. Adormecem-me os dedos quando com esforço recordo o que vi...tanto. Dei saltos sobre lagos à chuva e sentindo-a, ri alto. Acordei numa praia deserta com gotas de suor no pescoço e um vulto a meu lado. Olhei para o céu estrelado no meio do oceano e contei estrelas cadentes. Oh como seria feliz se desenhasse as caras que me rodeiam.
Grito ao som do silêncio que estou pronto...mas ele não responde. Talvez porque me quer lembrar que as memórias não têm som, qual cinema de Charlie Chaplin. E ao silêncio aceno com carinho porque, quem sabe, ele compreende-me.
Vi amores verdadeiros e com eles sonhei. Vi sofrimentos de quem apenas respira, de quem não merece e de quem atirou a primeira pedra. Vi felicidades estampadas em peles morenas, quais tatuagens sem sentido. Vi olhares de orgulho ferido e outros que amavam só porque sim. Vi-te ver-me e eu a ti...
Vi estradas sem fim, as quais conduzi sem parar. Vi destinos chegarem perto e neles toquei. Viajei por tempos que pareciam eternizar os segundos em que nada procuro, apenas por ali passar. Oh certezas incertas, que bom viver-vos porque me sinto acordar.
(...) ...queria dizer mais, muito mais....mas quando as palavras faltam, o silêncio da voz criou sons perfeitos que me adormecem os dedos, me fecham os olhos e me fazem sonhar...
http://www.youtube.com/watch?v=xi_0wdXg4YE&feature=related
sábado, 23 de julho de 2011
Sabemos demais!
Os tempos decorrem, assim se diz, mudam-se. As vontades estão diferentes. Sim, sabemos demais.
Sociedades de informação transmitem ao mais distraído a forma de estar. Como que chips de um qualquer iPad absorvemos a normalidade anormal de quem sabe reagir. Reagimos ao acto da mesma forma como nos é apresentado pela caixa mágica, passamos a ser actores e actrizes dos filmes das nossas vidas. Já nada é inconsciente! Julgamos os outros com exemplos anteriores, conhecidos. Quais robôs amestrados pela evolução...
Passou a faltar-nos verdade. Se olho para ti, quero-te...nem que não te queira. Se olhas para outro, tenho de mudar de humor...mesmo que não me importe. Porque é assim que deve ser. Se agora sorriste, tenho de analisar...porque não confio. Não confias e por isso tens de reagir segundo manuais experimentados. E as situações repetem-se; entre ti e aquele, entre aquele e aquela, entre nós e os outros. Já nada difere...porque passámos a autómatos. Sabemos demais.
Que é feito de amores únicos? Aquelas histórias diferentes, aquelas surpresas divinas que nos faziam sonhar.
As conversas, hoje, têm um fundo corrente, presente em todas. "Foi exactamente isso que me aconteceu", "Também já passei por isso", "Sei bem do que falas". Parece que vivemos todos tudo o que os demais viveram... Grandes amores, grandes males, grande aventuras, grandes desilusões. E então faço o que fizeste, digo o que disseste, não penso por mim.
Riem-se aqueles e aquelas que se acham únicos. Mas mesmo esses e essas padecem do conhecimento de tudo. Também eles e elas formatam as atitudes mediante o jogo. Que faço agora? Ah, é assim que se faz, a minha vida dava um filme...e porque o actor assim o disse, também o direi. Há exemplos de TUDO nos outros! Como tal, assim farei, assim faço, assim fiz.
Sabemos demais! Chegamos ao fim da vida e olhamos para trás, quem somos? O que fizemos? Tudo! Porque vivemos a vida com cópias uns dos outros...também eu!
Cansei-me do jogo! Quero ser surpreendido e surpreender. Não quero contar com o que vou fazer, muito menos com o que vais fazer. Não quero saber! Sonho em ser original...sem saber que também o serás!
Quero reagir como ninguém o fez. Quero ficar no meio da ponte, sem saber de onde vens. Quero sonhar com momentos estranhos aos quais não sei reagir, quero voar apesar de asas não ter. É assim tão difícil? Cala-te quando acho que vais falar. Canta quando estiveres para chorar. Ri alto quando for altura de silenciares a tua voz. Estou tão farto de saber demais.
Sociedades de informação transmitem ao mais distraído a forma de estar. Como que chips de um qualquer iPad absorvemos a normalidade anormal de quem sabe reagir. Reagimos ao acto da mesma forma como nos é apresentado pela caixa mágica, passamos a ser actores e actrizes dos filmes das nossas vidas. Já nada é inconsciente! Julgamos os outros com exemplos anteriores, conhecidos. Quais robôs amestrados pela evolução...
Passou a faltar-nos verdade. Se olho para ti, quero-te...nem que não te queira. Se olhas para outro, tenho de mudar de humor...mesmo que não me importe. Porque é assim que deve ser. Se agora sorriste, tenho de analisar...porque não confio. Não confias e por isso tens de reagir segundo manuais experimentados. E as situações repetem-se; entre ti e aquele, entre aquele e aquela, entre nós e os outros. Já nada difere...porque passámos a autómatos. Sabemos demais.
Que é feito de amores únicos? Aquelas histórias diferentes, aquelas surpresas divinas que nos faziam sonhar.
As conversas, hoje, têm um fundo corrente, presente em todas. "Foi exactamente isso que me aconteceu", "Também já passei por isso", "Sei bem do que falas". Parece que vivemos todos tudo o que os demais viveram... Grandes amores, grandes males, grande aventuras, grandes desilusões. E então faço o que fizeste, digo o que disseste, não penso por mim.
Riem-se aqueles e aquelas que se acham únicos. Mas mesmo esses e essas padecem do conhecimento de tudo. Também eles e elas formatam as atitudes mediante o jogo. Que faço agora? Ah, é assim que se faz, a minha vida dava um filme...e porque o actor assim o disse, também o direi. Há exemplos de TUDO nos outros! Como tal, assim farei, assim faço, assim fiz.
Sabemos demais! Chegamos ao fim da vida e olhamos para trás, quem somos? O que fizemos? Tudo! Porque vivemos a vida com cópias uns dos outros...também eu!
Cansei-me do jogo! Quero ser surpreendido e surpreender. Não quero contar com o que vou fazer, muito menos com o que vais fazer. Não quero saber! Sonho em ser original...sem saber que também o serás!
Quero reagir como ninguém o fez. Quero ficar no meio da ponte, sem saber de onde vens. Quero sonhar com momentos estranhos aos quais não sei reagir, quero voar apesar de asas não ter. É assim tão difícil? Cala-te quando acho que vais falar. Canta quando estiveres para chorar. Ri alto quando for altura de silenciares a tua voz. Estou tão farto de saber demais.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Uma história sem princípio
Possam as aves levantar dos campos junto ao lago, onde corro sem parar. Movam-se as nuvens bem depressa e deixem passar a luz do sol que me afaga a face. Para cima olho e de expressão serrada sorrio ao ar que me aquece as mãos enquanto festejo a subida da colina. Cheguei! Deixem passar o sonho...
Abram-se as alas ao navio que chega ao porto e com ondas leves anuncia vidas vividas. Faça-se o silêncio porque há quem as queira contar.
Era uma vez uma história...uma história com histórias, de viagens longínquas. corridas sem fim. Ao fundo as memórias dos toques profanos de mãos apaixonadas e lábios redondos. Sons arcaicos ondulam pelas mentes de quem a conta...a história.
Procurava uma concha, de pés na água quente de um rio. Mas as conchas no mar viviam e ao rio não iam com medo do fim. Por isso procurei respostas no fundo dos tempos, por caminhos incompletos sem nada para dar. Inundei planícies com ondas de areia sem saber de nada...mesmo de nada.
Então parei e respirei. Não mais... Formam-se fumos coloridos em vasos de lama, quais águas cristalinas em tempos de chuva. E com tais pensamentos atravesso vidas, desperdiço canções, abraço errantes.
Oh que paixão desmedida me faz aprender... Perder...
Decidi então terminar, como que te abraçar...pela última vez.
Outros navios hão-de chegar e em portos distantes se ouvirão as vozes; os sons do tempo que passou, do amor que cedeu e nas colinas correu...
Abram-se as alas ao navio que chega ao porto e com ondas leves anuncia vidas vividas. Faça-se o silêncio porque há quem as queira contar.
Era uma vez uma história...uma história com histórias, de viagens longínquas. corridas sem fim. Ao fundo as memórias dos toques profanos de mãos apaixonadas e lábios redondos. Sons arcaicos ondulam pelas mentes de quem a conta...a história.
Procurava uma concha, de pés na água quente de um rio. Mas as conchas no mar viviam e ao rio não iam com medo do fim. Por isso procurei respostas no fundo dos tempos, por caminhos incompletos sem nada para dar. Inundei planícies com ondas de areia sem saber de nada...mesmo de nada.
Então parei e respirei. Não mais... Formam-se fumos coloridos em vasos de lama, quais águas cristalinas em tempos de chuva. E com tais pensamentos atravesso vidas, desperdiço canções, abraço errantes.
Oh que paixão desmedida me faz aprender... Perder...
Decidi então terminar, como que te abraçar...pela última vez.
Outros navios hão-de chegar e em portos distantes se ouvirão as vozes; os sons do tempo que passou, do amor que cedeu e nas colinas correu...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Terra dos meus sonhos
Acredito! Sim, é verdade. Acredito no poder das pessoas, no querer fazer mais e melhor. Sou produto de uma humanidade em expansão, qual universo estelar...infinito.
Hoje vi-me no centro do mundo, do meu mundo, onde olho para cima e em linha recta subo. Vejo que tudo converge, tudo afunila e tudo daí parte. Que descontrolo controlado. Esta América perdida, esta terra de pecados simpáticos que me chama e me quer por cá...e a ela pertenço, apesar de lhe fugir. Mas volto, como filho pródigo de um casamento separado pelas águas de um oceano.
Vi-me no meio de tantos e tantas, que como eu sorriem e caminham de espirito levantado, erguido acima do medo do que vem. A sequência de eventos é real e nada nem ninguém a pode desviar. Somos resultado do que fizemos, do que nos fizeram e farão. Mas por ruas e avenidas numeradas prosseguimos e alcançamos metas, felizes ou infelizes...mas alcançamos-las. E aceitamos sorrir, apesar da dor...que nos tranforma e nos faz sonhar por mais.
Hoje vi-me no centro do mundo, do meu mundo, onde olho para cima e em linha recta subo. Vejo que tudo converge, tudo afunila e tudo daí parte. Que descontrolo controlado. Esta América perdida, esta terra de pecados simpáticos que me chama e me quer por cá...e a ela pertenço, apesar de lhe fugir. Mas volto, como filho pródigo de um casamento separado pelas águas de um oceano.
Vi-me no meio de tantos e tantas, que como eu sorriem e caminham de espirito levantado, erguido acima do medo do que vem. A sequência de eventos é real e nada nem ninguém a pode desviar. Somos resultado do que fizemos, do que nos fizeram e farão. Mas por ruas e avenidas numeradas prosseguimos e alcançamos metas, felizes ou infelizes...mas alcançamos-las. E aceitamos sorrir, apesar da dor...que nos tranforma e nos faz sonhar por mais.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Dá-me dois minutos
Dá-me dois minutos. Dá-me a o tempo de um sorriso, a queda de uma pétala, o piscar de uma pálpebra. Não te peço o mundo mas o que nele sentes. Olha o brilho das estrelas e atravessa os teus muros. Acredita nos sentimentos e apaga o que desperta os teus medos.
Olham-me com sorrisos atrevidos e tatuam-me seres estranhos. Não! Não sou o que dizem, o que aparento ser. Um olhar faminto que as olha sem limites. Uma pedra que rola sem parar ou um bocado de tinta nas carteiras de outras tantas. Sou mais, muito mais. Nada mais quero que o teu expirar...junto ao meu. Apenas a pétala que deitas ao chão quando caminhas no jardim.
Agora entendo porque fui infeliz, porque não entendia a expressão de quem para mim olhou.
Sou pedaço de tigre em corpo de lobo. Caminho lentamente em alcateias de apressados. Pensava que me vias com listas, mas de mim fugias com medo dos uivos. Pareço-te parte de um grupo de cães selvagens que derrotam aldeias de seres simples. Desculpa.
Recordo momentos de caça voraz entre parceiros de luta. Mas com eles corri sem pensar. Sou mais. Procuro selvas de ervas altas, palhas laranja com sementes negras para nelas me confundir. Não corro, nunca quis correr em grupos de feras selvagens...qual cena de pradarias ocidentais. Quero ficar bem longe! Para te mostrar do que sou capaz.
Afasta o pensamento do olhar penetrante. Não o vejas como águia que procura a presa. Vê antes mais fundo, um errante arrependido cujo destino termina em ti.
Ainda há quem não me entenda...que o não sejas tu! Dá-me dois minutos e deixar-te-ei entrar. Num mundo só meu...apenas teu. Dá-me uma chance de to provar.
Quero levar-te bem longe. Para terras distantes onde encontrarás o teu tu. Quero deixar-te correr por vales inóspitos onde és rainha do universo...onde o mais pequeno ser te venera. Ao teu lado caminharei como quem defende um reino. Afastarei os audazes e dar-te-ei a mão.
Se ainda assim tens medo...de mim, do que te posso trazer, de onde te posso levar...esquece-me por dois minutos e olha-me de novo. Então saberás.
Dá-me dois minutos...e em tão pouco tempo sorrirás eternamente.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Conta comigo
E a história assim canta, com tinta esborratada e papel amarfanhado. Dança comigo, ó destino imaculado. Faz-me sentir de novo o prazer de te enganar. E noutras lutas fui vencido...mas logo me ergui. Por te ver sorrir.
Sou sonho de umas, cavaleiro de outras. Bebo vidas sem me aperceber que delas vivo.
Acontece que espalho gargalhadas...desculpa, mas não deixarei de o fazer.
Olha para as avenidas da grande cidade e procura! É aí que vivo, caminho e danço ao som de buzinas atropeladas e paredes torcidas dignas de filmes de segunda. Queres ver-me, conhecer-me? Sei lá, ter-me até? Então deixa-me fugir. Perde-me! Deixa-me envolver em ruas empregnadas de gente fantasiada. Logo me encontrarás, se souberes como, se aprenderes a sorrir.
Veste uma t-shirt e umas jeans, um vestido curto ou uma túnica única. Não tentes florear as florestas ou jardinar as paisagens. Deixa-te levar por ti própria e verás que aí estou!
Agora? Não sou sobre ti. Não me descrevem a ti, nem junto a ti. Peças soltas de tantas histórias e por isso dizes...que tenho eu a oferecer-te? Tu? Nada!
O palco do mundo foi desenhado para nele andares e nele descreveres sentidos. Conta comigo para rires bem alto até ao fim dos tempos.
Sou sonho de umas, cavaleiro de outras. Bebo vidas sem me aperceber que delas vivo.
Acontece que espalho gargalhadas...desculpa, mas não deixarei de o fazer.
Olha para as avenidas da grande cidade e procura! É aí que vivo, caminho e danço ao som de buzinas atropeladas e paredes torcidas dignas de filmes de segunda. Queres ver-me, conhecer-me? Sei lá, ter-me até? Então deixa-me fugir. Perde-me! Deixa-me envolver em ruas empregnadas de gente fantasiada. Logo me encontrarás, se souberes como, se aprenderes a sorrir.
Veste uma t-shirt e umas jeans, um vestido curto ou uma túnica única. Não tentes florear as florestas ou jardinar as paisagens. Deixa-te levar por ti própria e verás que aí estou!
Agora? Não sou sobre ti. Não me descrevem a ti, nem junto a ti. Peças soltas de tantas histórias e por isso dizes...que tenho eu a oferecer-te? Tu? Nada!
O palco do mundo foi desenhado para nele andares e nele descreveres sentidos. Conta comigo para rires bem alto até ao fim dos tempos.
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