And if ever my real exsitence looks back, and sees all the stones dropped upon me, remaining nothing but a few short memories of what was...then I'll know, all was worth it.
My deepest dreams rely on that spirit of the above. He who knows me better than I.
All the desires I've had he set up front, and the definitive and the proclaimed...he gave to me. All but one...yet to be revealed. Yet to be served on the outskirts of this existence.
No one knows but I'm still lost. Nobody scares this piece of mankind, while singly walking despite the hero.
I breathe over it, every day...every night... Will the shining ever be real?
As pausas são parte de mim! A corrida deste homem exaspera os que pouco compreendem. Largam-me feitiços imperceptíveis, roubam-me bocados de ser. Então acendo as mãos e aceno aos visitantes...sou humano, em especial.
Sorrisos mimosos, ardentes amizades e frescas memórias! Quem sois? Quem fui? Beijos atirados à sorte...quem sou?
É debaixo de água que me encontro, ao som de baleias estrangeiras que pouco me vêem, mas perseguem o meu caminho. Facetas incomuns...gargalhadas sinceras.
Corro debaixo de uma estrela, sabes? É enorme e sombra em dias tórridos! Protege-me da chuva mas deixa-me viver molhado! Dá-me a luz quando tropeço, mas funde-se no coração das pétalas doces. Qual vida concebida numa só flor...
E este homem tenta, onde as formigas rastejam, minhocas torneiam círculos nojentos, agarrar a estrela, a própria vida. Soam alarmes impunes! Ouvem-se gritos sumidos, choram-se vagas loucuras.
Onde me levas?
Até ao sol? A caminhar na lua?
Fui astronauta! E aí te apanhei, estrela cadente, no meio de bailes perdidos por entre galáxias!!! E desde aí me segues! Por onde me levam...mas, onde ficas quando sou eu que te quero levar?
...foi então que ao atravessar oceanos, conheci que os anjos vagueiam no que vivemos. Promessas perdidas por entre os livros, de um azul lacrimado, caem-nos nas mãos como leves tropeções.
Olha para o sol e esquece-te. Leva os preconceitos ao mar e afoga-os, pois não os mereces!
Viver do que se precisa é fácil...basta existir! Viver do que se Quer?...apesar de sermos todos humanos...requer a essência de uma existência brilhante!
I live in Paradise, you see? I look out my bedroom window and palm trees greet me in the morning. The sun barely goes down. It's hot you know? Every morning I open my eyes and have difficulties remembering last night's troubles. But then it hits me, you see? and all the sun, and the blues and the yellows become grey. And what I think is, when I grow up, all the grey will stay away. That's it isn't it?
Remember...I once told you all my dreams were becoming real...all of them. Why should I be the one rewarded with such impossibility? Why, despite all the great protection He insists on spreading upon me, why do I still feel as a lonely soul? And that kills all the dreams...what are they for?
No...I'm not suffering from the same order. I'm not dying on the thought of my pain. I'm thinking that my life is wrong, you know? Even when all I can do is everything, being me covers all senses of happiness...because nothing seems good enough. Nothing...I'm...a beautiful bat wandering the night skies. Lonely as a star, seen by all, touched by no one. That's why I grieve, next to "the" ones who use my proximity.
And then I go back to my paradise, the one with the palm trees, where I can swim and get tanned, where I can play the younger games that make me feel like time stopped, but it didn't. And tears role down my soul...yes, as dark as it may sound, I still have one, covered with shadows, wounded by my own self inflicted pain.
My greedy desires kill all chances given to me. Yes, they do! Eve when a beautiful smile touches every inch of my skin, I find reasons for not letting it in. I invent moments, dreams, thoughts to scream out loud that I'm not ready for happiness, you see? Oh dear diary, if I could only make someone understand...but I can't.
Will I ever be able to smile again? Really, smile! Will someone ever be strong enough to hold on, despite all the insecurity? Despite all my broken bones, broken soul, broken heart? Are they really? I thought I was supposed to be strong...I thought I was. But when you get to the point of knowing you run away from all that makes you happy, to embrace what leaves you be. Expecting what lies ahead to conduct what lies right now...then why be strong? Why try harder when everything is a surprise?
I suffer from the disease of the free spirited, of the eternal dreamers. That's why I'm lonely, That's why I cry, before I laugh.
De olhos cansados, o velho contava a história. Era um senhor alto, cabelo todo branco já afectado por uma calvice precoce mas que teimava em não ceder. Vestia um colete beije de lã, por cima de uma camisa branca de colarinhos bem engomados pela Deolinda, sua actual companheira de limpezas. Uma mulher delicada, magra e ternurenta, que às segundas e quintas aparecia por umas horas em busca de uns quantos dinheiros, em troca de uma cozinha asseada, colarinhos tratados e dois dedos de conversa. Qual jogo de cartas de um só naipe, bem se lembrava da sua empregada favorita, muitos anos antes, com o mesmo nome.
Estranhos eventos repetitivos até nos mais leves pormenores.
Olhando pela janela para o brando frio que se fazia sentir, era Novembro no hemisfério Norte, o velho respirava calmamente, deleitado na sua poltrona usada, companheira de leituras e algumas aventuras. Com uma voz suave, algo sumida, recordava momentos. Sim, é isso. Momentos verdadeiros das suas passagens por ali e por aqui. Por aí.
Com alguma emoção contava as histórias. Para quem ali estava, de braços e abraços, junto à lareira da casa nova. E chamava-lhe nova porque todos os anos esta mudava. As paredes, os cortinados, os quadros nas vastas paredes, até a disposição das mobílias. Era assim há tantos anos, que parecia nova. Os parentes mais novos chamavam-lhe, a título de brincadeira, a quinta-dimensão. Pudera, a cada Natal a visão mudava, pareciam estar em diferentes países. Por muito que tentassem subornar a Deolinda, nem esta contava os segredos desse ano. E depois as histórias. Essas, ainda que verdadeiras, pareciam saídas de um filme. Quem viu o Big Fish, com o grande Albert Finney, sabe do que falamos.
Era uma vez um miúdo, começou o velho nesse dia a contar. De caracóis desgrenhados e pele morena, o miúdo expressava um olhar inconstante. Dir-se-ia que sabia alguma coisa, talvez tivesse aprendido cedo demais, quem sabe. Ou então parava no tempo, afinal, para quê crescer? O miúdo parecia saber que os adultos tinham razão. Sim, quando somos miúdos temos momentos de grande felicidade! Completa, despreocupada, sorridente, felicidade e liberdade para a sentir. Temos um só coração, para sentir o que se passa. Mas os adultos, parecem ter dois mais pequenos, saídos de duas metades de um maior que se partiu.
Estava um dia solarengo e a paisagem era de um Outono colorido. Ali, as árvores pintavam o céu de castanho, amarelo e algum vermelho. Era uma terra inclinada, cheia de verdes organizados e casas de madeira. O miúdo, de sweatshirt amarela e umas calças de fazenda aos quadrados, caracóis despenteados e olhar distante, fixava-se na viatura azulada que se preparava para partir.
Podemos pensar que é uma história triste, até. Mas não, o velho sorria apesar da pequena lágrima pousada no olho esquerdo, no fundo é uma história bem feliz.
O carro azul partia com uma família simpática, pai, mãe e um casal de filhos. Ela, mais nova que o miúdo, de feições organizadas, parecia saída de um desenho animado. Era bonita, pensava o miúdo, muito bonita. Ainda hoje é, apesar da idade, pensava o velho. O seu irmão era um rapaz sardento, tímido e de pele muito branca. Naquela altura diziam-se os melhores amigos, o miúdo e aquele jovem de nome Duarte. Sim, estudavam juntos na primária e desde o ano anterior durante a segunda classe, tinham passado a andar sempre juntos. A família do Duarte ia passar uns dias à aldeia de um dos pais, não se sabe bem qual. Saiam no BMW azulado dos pais, carregado de malas e com aquela família, completa. O miúdo, de braços levantados reclamava um curto adeus, até segunda. Vocês vão, eu fico. A minha família, este ano, fica.
De olhos no horizonte, o miúdo via o BMW azulado a desaparecer. Logo depois saia a correr pela rua abaixo em direcção a casa.
Pelo caminho pensava. O miúdo recordava que pouco tempo antes, também ele tinha uma completa. Uma família, isto é. Coisas da vida, habituou-se a dizer. Nunca se rendeu à eterna pergunta - Porquê eu? - não, haveria razões. E de sorriso estendido corria para quem lhe restava. Afinal, após a partida Dela aprendeu que tudo continuava, ainda que diferente, mas continuava. Ela ensinou-lhe que não é adeus, mas até um dia.