segunda-feira, 9 de julho de 2012

(...) you son of a bitch...


Não me apetece escrever...
À minha esquerda passam imagens de um tremendo sentimento! Nada mais.
O dia está normal...como eu odeio o normal. Quem me dera ser banal e aceitar que a falta de notícias não é mais que uma boa.
Uma vez mais guiei por estradas repletas de gente...gente, sim gente. Parei e andei tantas vezes que me esqueci do que estava a fazer...e o sol ainda está a subir.
Apetece-me libertar-me através de um manifesto de desejos. Desejo...ser imortal. 
Não quero viver para sempre, pelo menos não aqui. Mas quero ser imortal porque só assim terei tempo para conquistar. E se fores já parte dos meus desejos...que a imortalidade o seja apenas enquanto aqui estás. Porque me amo! Porque te quero amar...só isso.
Desejo um gelado, com chocolate quente por cima. E um cigarro...porque não? Aquela sensação irreverente de fazer o que não se deve...como ontem.
Beber canecas e canecas enquanto se atiram beatas ao chão. Com conversas da treta que só interessam ao casal de cu(s)cos da mesa do lado. E fazemo-los rir, porque pensam que somos loucos.
Com aquele torcer de palavras gritamos palavrões em idiomas diferentes. Não sou de cá...qual vantagem de um alucinado. Com olhos franzidos, deleito-me com os olhares sorridentes que parecem querer parte de mim. É assim...e tenho a sensação que o será.
Por isso não me apetece escrever! Apenas absorver e responder! Usar os dedos para sentir, apenas, o que tens para oferecer. Algo diferente? Hoje? Ou o banal cliché da velha sentada no parapeito...então, tudo bem? Boa noite! ...e nada! Sorri, sem os dentes da frente.
Encolho os ombros e nada...apenas uns óculos escuros. Pois, está sol! Porra...e este queima pah!
Os que se foram de asas fazem falta por aí...até a cidade mo diz. Não por eles e elas, mas por mim, porque sou egoísta! E depois? Tenho tanto direito como tu! ...ou não? Se calhar não. 
Mas se a educação me faltasse agora...mesmo agora...gritaria como as peixeiras do bolhão! Usando palavrões pitorescos que nas suas bocas parecem convites à festa...e se calhar são. Mas da minha voz soam a surpresas feias...é...já sei. E então calo-me e sorrio com ar maléfico. 
Então escrevo, porque não me apetece...




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